Primeiro foi a aderência ao final específico dos contos de fadas. Depois, a simpatia indiscutível pelo gênero comédia-romântica. E, finalmente, quando me vi chorando de emoção ao ouvir Kenny G nos bancos duro da Igreja, veio a constatação: eu tenho a síndrome do casamento. Você, amante da independência feminina, da vingança do batom e da sede de vitória, pode até não entender meu fraquejamento perante o matrimônio. Mas basta lembrar da sua Barbie noiva ou de um final de filme romântico para que um sorrisinho sonhador te denuncie. E jogue o primeiro buquê quem disser que não!
A associação é instantânea: filme romântico bom é aquele que acaba em casório. Logo, uma história de amor que se preze, deve ter um "sim" de branco no contexto. O que te faz entender, por consequência, que felicidade é item de série no novo modelo de véu e grinalda. Isso tudo pode ser lindo para os produtores de novelas, filmes e cerimonais, que ficam milionários a cada chuva de arroz. Mas não pra nós, donzelas mortais que sonham em pertencer a esta fábula e acabam ouvindo numa tarde qualquer: "E aí amor, vamo morá junto?"
Aí não dá, né. Cadê a meia fina, o champanhe, a banda tocando Moon River? Cadê a dura escolha dos docinhos, as fotos no estúdio, o padre benzendo? Há quem diga que está na moda (na moda do bolso) ir morar junto direto e gastar essa grana toda com aluguel. Pois eu pergunto a vocês onde está o glamour numa frase dessas. Onde está o amor e o beijo no pôr-do-sol? Se até a Tieta do Agreste teve seu momento de enlace, eu, pobre influenciada dos Irmãos Grimm, também tenho direito a um papel passado. Já mandem preparar o bolo.
Obviamente, essa minha mania de enxoval já estremeceu alguns moços da minha vida. E deixa o atual levemente pálido. Poxa, eu até tento ser modernosa e botar o pé no chão. Mas chega certo ponto em que o amor é grande e merece ser celebrado na paróquia. Eu sei que sou nova e que tem chão pela frente. Mas há algo tão errado em querer que esse chão acabe num altar?
Tem gente que diz que não dura, gente que diz que é arriscado. Mas cá pra nós, eu acho que num mundo tão inconstante, embarcar num casório exige muito mais do que ser brega: exige coragem e muito amor. E se é isso o que precisa, tô dentro! Mas só entro se for levada no colo.
A associação é instantânea: filme romântico bom é aquele que acaba em casório. Logo, uma história de amor que se preze, deve ter um "sim" de branco no contexto. O que te faz entender, por consequência, que felicidade é item de série no novo modelo de véu e grinalda. Isso tudo pode ser lindo para os produtores de novelas, filmes e cerimonais, que ficam milionários a cada chuva de arroz. Mas não pra nós, donzelas mortais que sonham em pertencer a esta fábula e acabam ouvindo numa tarde qualquer: "E aí amor, vamo morá junto?"
Aí não dá, né. Cadê a meia fina, o champanhe, a banda tocando Moon River? Cadê a dura escolha dos docinhos, as fotos no estúdio, o padre benzendo? Há quem diga que está na moda (na moda do bolso) ir morar junto direto e gastar essa grana toda com aluguel. Pois eu pergunto a vocês onde está o glamour numa frase dessas. Onde está o amor e o beijo no pôr-do-sol? Se até a Tieta do Agreste teve seu momento de enlace, eu, pobre influenciada dos Irmãos Grimm, também tenho direito a um papel passado. Já mandem preparar o bolo.
Obviamente, essa minha mania de enxoval já estremeceu alguns moços da minha vida. E deixa o atual levemente pálido. Poxa, eu até tento ser modernosa e botar o pé no chão. Mas chega certo ponto em que o amor é grande e merece ser celebrado na paróquia. Eu sei que sou nova e que tem chão pela frente. Mas há algo tão errado em querer que esse chão acabe num altar?
Tem gente que diz que não dura, gente que diz que é arriscado. Mas cá pra nós, eu acho que num mundo tão inconstante, embarcar num casório exige muito mais do que ser brega: exige coragem e muito amor. E se é isso o que precisa, tô dentro! Mas só entro se for levada no colo.
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